segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Jardins
Chão de flores brancas
Pequenos botões de perfeição
O sol me abraça
Afastando o frio do coração
Verde que te quero dentro
Que te sinto novo
No frescor dessas tardes
Que me invadem o corpo
E acendem milhões de cores no olhar
E apontam tantos vôos pelo ar
Borboleta colorida
Me mostra o caminho entre as rosas
Sem espinhos
Que eu vou contigo
Nesse vôo lento e preciso
Margaridas se abrindo no pensamento
E pra onde ir?
Se a felicidade está aqui
A beleza refletida no mar
O paraíso nas asas, nas pétalas,
No vento, em qualquer lugar
E se ser feliz é isso
Aqui fico
Bebendo néctar do amor
Que descobri enquanto voava
E agora trago comigo
Poema de Gean Queiroz extraído do livro “Um macuxi na Escandinávia – Paisagens poéticas ou quase-contos de vida”
Tem mais em: http://www.versosdameianoite.blogspot.com/
Seus olhos me perguntam...
Minha boca responde:
Estou bem no meu novo jardim.
Gabi
Pequenos botões de perfeição
O sol me abraça
Afastando o frio do coração
Verde que te quero dentro
Que te sinto novo
No frescor dessas tardes
Que me invadem o corpo
E acendem milhões de cores no olhar
E apontam tantos vôos pelo ar
Borboleta colorida
Me mostra o caminho entre as rosas
Sem espinhos
Que eu vou contigo
Nesse vôo lento e preciso
Margaridas se abrindo no pensamento
E pra onde ir?
Se a felicidade está aqui
A beleza refletida no mar
O paraíso nas asas, nas pétalas,
No vento, em qualquer lugar
E se ser feliz é isso
Aqui fico
Bebendo néctar do amor
Que descobri enquanto voava
E agora trago comigo
Poema de Gean Queiroz extraído do livro “Um macuxi na Escandinávia – Paisagens poéticas ou quase-contos de vida”
Tem mais em: http://www.versosdameianoite.blogspot.com/
Seus olhos me perguntam...
Minha boca responde:
Estou bem no meu novo jardim.
Gabi
segunda-feira, 23 de julho de 2007
Milho ou Pipoca?
Milho de pipoca que não passa pelo fogo,
continua a ser milho de pipoca para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe,
perder o emprego e ficar pobre.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade de transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro da sua casca dura, fechada em si mesma,
não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,
algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a
estourar.
São como aquelas pessoas, que, por mais que o fogo esquente,
se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito de
serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.
(autor desconhecido)
continua a ser milho de pipoca para sempre.
Assim acontece com a gente.
As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo.
Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e uma dureza assombrosa.
Só que elas não percebem e acham que seu jeito de ser é o melhor jeito de ser.
Mas, de repente, vem o fogo.
O fogo é quando a vida nos lança numa situação que nunca imaginamos.
Pode ser o fogo de fora: perder um amor, perder um filho, o pai, a mãe,
perder o emprego e ficar pobre.
Pode ser o fogo de dentro: pânico, medo, ansiedade, depressão ou sofrimento cujas causas ignoramos.
Há sempre o recurso do remédio: apagar o fogo!
Sem fogo o sofrimento diminui.
Com isso, a possibilidade de transformação também.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela,
lá dentro cada vez mais quente, pensa que sua hora chegou: vai morrer.
Dentro da sua casca dura, fechada em si mesma,
não pode imaginar um destino diferente para si.
Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada para ela.
A pipoca não imagina aquilo de que ela é capaz.
Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo a grande transformação acontece: BUM!
E ela aparece como uma outra coisa completamente diferente,
algo que ela mesma nunca havia sonhado.
Bom, mas ainda temos o piruá, que é o milho de pipoca que se recusa a
estourar.
São como aquelas pessoas, que, por mais que o fogo esquente,
se recusam a mudar.
Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito de
serem.
A presunção e o medo são a dura casca do milho que não estoura.
No entanto, o destino delas é triste, já que ficarão duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca, macia e nutritiva.
Não vão dar alegria para ninguém.
(autor desconhecido)
domingo, 1 de julho de 2007
Humanos?
Criança Geopolítica Assistindo ao Nascimento do Novo Homem - Salvador Dali – 1943
Nada mais consegue assustá-lo ou emocioná-lo.
Ele cortou todos os milhares de fios da vontade que nos ligam ao mundo e nos puxam para a frente e para trás (cheios de ansiedade, carência, raiva e medo), num sofrimento constante.
Sorri e olha calmamente para trás, para a ilusão do mundo, indiferente como um jogador de xadrez no final de uma partida. (Schopenhauer)
domingo, 24 de junho de 2007
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Luz
Que reflete a sombra,
A sombra que cria imagem,
Imagem que cria o abstrato,
Abstrato que partiu da luz.
Luz do vento que faz mudar a visão das coisas,
Que modifica as imagens,
A sombra que cria imagem,
Imagem que cria o abstrato,
Abstrato que partiu da luz.
Luz do vento que faz mudar a visão das coisas,
Que modifica as imagens,
E transforma as cores em cinza.
Gabi
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Enquanto eu dormia
Era mais fácil falar do sorriso infantil e fotos datadas.
Entre um sono e outro apostava em palavras medidas, calculadas.
Ao acordar do sono profundo as cores estavam desbotadas,
Foi o que eu vi quando abri a janela.
Estava atrás das cortinas, mas meus pés ficaram de fora.
Gabi
Entre um sono e outro apostava em palavras medidas, calculadas.
Ao acordar do sono profundo as cores estavam desbotadas,
Foi o que eu vi quando abri a janela.
Estava atrás das cortinas, mas meus pés ficaram de fora.
Gabi
sexta-feira, 1 de junho de 2007
O Vestido de Laura
Um clássico da literatura infantil "O Vestido de Laura" é sem dúvidas o meu primeiro poema, digo, o primeiro que me encantou. É por causa dele que gosto tanto do nome Laura.
Posso descrever a cena como se fosse hoje. Mal sabia ler e lá estava eu encantada com o tal livro de capa azul. Li o infinito poema para Soninha, Dudi e Grazi.
E rodava, rodava e me via vestida no tal vestido da tal Laura. Mas o meu vestido tinha mais que três babados eram mais de sete já que os números não importavam. Para cada babado uma estampa eu criava. Tempos de Bia *risos*
O vestido de Laura
É de três babados,
Todos bordados.
O primeiro, todinho,
Todinho de flores
De muitas cores.
No segundo, apenas
Borboletas voando,
Num fino bando.
O terceiro, estrelas,
Estrelas de renda
-talvez de lenda...
O vestido de Laura
Vamos ver agora,
Sem mais demora!
Que as estrelas passam,
Borboletas, flores
Perdem suas cores.
Se não formos depressa,
Acabou-se o vestido
Todo bordado e florido!
(Cecília Meireles)

Posso descrever a cena como se fosse hoje. Mal sabia ler e lá estava eu encantada com o tal livro de capa azul. Li o infinito poema para Soninha, Dudi e Grazi.
E rodava, rodava e me via vestida no tal vestido da tal Laura. Mas o meu vestido tinha mais que três babados eram mais de sete já que os números não importavam. Para cada babado uma estampa eu criava. Tempos de Bia *risos*
O vestido de Laura
É de três babados,
Todos bordados.
O primeiro, todinho,
Todinho de flores
De muitas cores.
No segundo, apenas
Borboletas voando,
Num fino bando.
O terceiro, estrelas,
Estrelas de renda
-talvez de lenda...
O vestido de Laura
Vamos ver agora,
Sem mais demora!
Que as estrelas passam,
Borboletas, flores
Perdem suas cores.
Se não formos depressa,
Acabou-se o vestido
Todo bordado e florido!
(Cecília Meireles)

E as Lauras cresceram... Grazi, Dudi, eu e Soninha
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